As autorizações, o julgamento estético e o inquilinato

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Pergunta que pode parecer muitas vezes indiscreta a um recém-conhecido cliente é se o imóvel objeto da intervenção do nosso projeto é próprio ou alugado. O que é “tirado de letra” por alguns – “ainda não é próprio mas quem sabe um dia será ” , “sim , recém adquirido , “herdado da família ” – para outros é consequência de um incômodo, que pode perdurar por todo o projeto e até mesmo após ele.

Ao arquiteto, além do papel de projetar, dimensionar e requalificar (transformando uso, criando cômodos, atualizando aos dias atuais) , cabem alguns papéis que vão além do exercício literal do seu ofício.

A compreensão do orçamento total do projeto , ajuda por exemplo que boas soluções fora da possibilidade de gastos não sejam nem mesmo dadas, evitando frustrar os clientes, ao invés de resolver seus problemas. Tão importante quanto saber os gostos e finanças de seu cliente é saber se seu contratante é o proprietário.

Assim como médicos, psicólogos ou prestadores de serviço que entrem na gama íntima dos seus clientes – e sejam éticos – a pergunta não é relacionada a nenhum fruto da curiosidade,  mas sim essencial para se saber a postura do projeto. Essa postura envolve soluções que são específicas para imóveis próprios que são diferentes da ação nos imóveis alugados, além das respectivas autorizações de certas alterações que, acreditem, vão muito além do querer do inquilino.

No caso de um imóvel alugado, além do Registro Técnico (RRT, de emissão através do CAU) ou Anotação Técnica (ART), conformidades do condomínio e outras questões… Depende-se da aprovação da “sua senhoria”, como dito pelo mais antigos.

Omitir a propriedade ou não do bem não confere nos tempos atuais sinal de nada: Há no mercado imóveis sendo alugados por indivíduos de altíssimo padrão (girando em centenas de milhares mensais) e propriedades cujo seus donos têm orçamentos limitados. Estratégia de investimento, em nada se comunica com status.

Aqui vão algumas dicas para se evitar problemas práticos, em uma relação que pode ser super saudável, a dos inquilinos é proprietários de bens em reforma.

Desejo de Abatimento x Contar com os recebimentos mensais :
De bom grado , muitos clientes inquilinos acreditam que suas soluções de intervenção irão automaticamente ser aprovadas pelos proprietários e que serão, ou arcadas por eles ou dedutíveis nos pagamentos que devem fazer ao seu locador . Engano . Descontos por intervenções – mesmo que para valorizações – podem não são do interesse do proprietário, que venha a contar com aquela renda na integra ;

Gosto não se discute! : Mesmo parecendo inadequada para uns , certos acabamentos , revestimentos e etc podem ser da estima de outros . Não se deve mudar uma maçaneta sem autorização do seu dono. Mas com uma boa conversa , talvez seja detectado o desejo de mudança é em comum a todas as partes. Isso não é um balde de água fria , sim uma mensagem de otimismo para você que deseja mudar, com a conversa talvez você tenha sua alteração estética até arcada pelo seu proprietário;

Uso Temporário x Investimento Longo Prazo : A compreensão da propriedade pode evitar gastos estáticos que inevitavelmente ficarão atrelados ao imóvel. Com um bom projeto, uma marcenaria de encaixe criada por um inquilino pode ser móvel, o acompanhando em uma eventual mudança ou os lustres de época pode ser removidos para um proprietário que neles tenha conferido valor sentimental. Tudo se resolve !

Com os certos cuidados, valorização não será interpretada como depreciação e investimentos não se tornarão custo perdido .

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